


Cécile de France



Um aviso prévio: ainda não estou completamente chanfrado; e muito menos sexualmente tarado. É apenas a Primavera, como já expliquei outro dia.
Em Março deste ano, por recomendação, encomendei, na Fnac (a minha loja diária), Closer - Perto de mais. É um filme excepcional, que recomendo sem dar nenhuma informação para não provocar nenhuma influência.
Como algumas vezes acontece, apaixonei-me perdidamente por uma das actrizes do filme: Natalie Portman. A coisa foi tão forte e despropositada que, mal terminou, corri para o computador e acedi à Fnac, para comprar todos os seus filmes disponíveis. Encontrei apenas dois: Os Fantasmas de Goya (apreciável, com Javier Bardem, que faz um excelente papel); e Leon, O Profissional (um filme mediano, o primeiro de Natalie, quando tinha apenas 14 anos). Comprei-os, esperei ansioso pela chegada do correio, vi-os seguidos, e, naturalmente, Natalie instalou-se-me no juízo e nas vigílias diurnas. Vivi feliz “com ela” até à última sexta-feira.
Não foi bem sexta-feira, foi já na madrugada de sábado, quando vi, num dos canais da TVCine, um filme que me deixou duplamente impressionado. O filme chama-se, em português, Quando eu era cantor, e tem como intérpretes Gérard Depardieu e Cécile de France. Está-se mesmo a ver que me passei com a menina – sim, porque ela é quase uma menina, nascida na Bélgica, em 1975.
Quando o filme acabou, voltei a fazer o mesmo: computador, internet e Fnac – mas não encontrei um único dvd disponível.
Resolvi então pesquisar. Entrei no primeiro resultado, um site francês, e dei com uma situação que me baralhou ainda mais o cérebro, já de si embaraçado. O site, especialista em cinema, tinha várias sondagens aos visitantes, com os respectivos resultados. Abri a categoria espoir étranger: 1º lugar, 39,1% - Cécile de France; 2º lugar, 18,4% - Natalie Portman, nascida a 9 de Junho de 1981. Passei o resto da noite, até às 9.00 da manhã, a navegar por todas as suas fotos, todos os seus vídeos e todas as suas críticas. Tudo serviu para me aumentar o desassossego, e desde esse dia que me deito com as duas.
Bem sei que estas obsessões parecem doentias, mas eu não sei viver sem heróis, paixões ausentes e remotas, ou outras referências. E não me arrependo, nem pretendo mudar.
Sempre tive paixões por actrizes de cinema ou televisão: Marthe Keller, Andie MacDowell (por quem me apaixonei em Green Card - Passaporte para o amor, onde contracena com Gérard Depardieu – esse magnífico actor, mas disforme senhor, que me causa inegáveis ciúmes), Júlia Roberts, Meg Ryan (que até tem os joelhinhos metidos para dentro), Juliette Binoche, Fernanda Lima, ou Jennifer Morrison. Nenhuma (tal como Cécile e Natalie) é perfeita, segundo a beleza padronizada. Mas todas têm uma coisa em comum: belíssimas mãos.
Como disse, vou continuar a apaixonar-me por essas miragens. Apesar de saber que - para usar uma expressão que escrevi numa das páginas do meu romance em construção - «(...)os ídolos são perigosos: não têm defeitos».



3 comentários:
Bem, entrei para ver os vídeos do Dr. House, que me tinhas falado ontem, e deparo-me com uma exaltação aos teus "Amores Platónicos"!
O primeiro comentário que veio à minha "loira cabeça", quase tão genial como a tua (dou-te o "quase" de avanço) foi "Luís Filipe no seu melhor!"
Beijos
PS: Keep on doing it!
Bem camarada,
dois reparos...
Em relação è bela Natalie (Laura de Petrarca, Lolita do Nabokov ou mesmo a pobre Justice...!?!) fica a referência, bastante erótica, do darjeeling, ou melhor, da curta metragem, disponível na versão ciné (como intróito) Hotel Chevalier. Será caso para suspirar amour à Paris...
O segundo reparo chama-se MONICA BELLUCCI (1964)! Bem sei que se trata de um capricho geracional ou etário. Sim, refiro-me obviamente à obsessão imberbe de... enfim, todos sabemos. Ainda assim, valerá revisitar Malena e Irreversible. este último sofrido em francês. E por falar em "sofrido", porque será que esta senhora encaixa em tantos argumentos de mulher sofredora, espancada, violada... Hummm, será que anda por aí mais alguém incomodado de inveja por não lhe por os dedos em cima???
Nevertheless, sem estas musas, não seria tão fácil sobreviver o dia a dia com tanto mulherio em volta, especialmente, quando as semelhanças teimam em não surgir...
À parte o meu MCP (male chauvinist pig), aqui fica um forte abraço,
Sérgio Paes
P.S. favor ignorar a identidade de blogger... Não é uma opinião política, reheh
Se gostas da Natalie Portman, não deixes de ver o filme "Duas Irmãs, um Rei". Gostei do desempenho dela neste filme e adorei rever o Eric Bana que faz suspirar o público feminino ;)
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